sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Receita apreende R$ 1 milhão em cigarros contrabandeados


A Receita Federal, com o apoio da Brigada Militar, apreendeu na manhã de quinta-feira, 3 de fevereiro, no Distrito Industrial de Cachoeirinha, próximo a Porto Alegre, uma carreta que transportava mil caixas contendo cigarros contrabandeados.

A mercadoria está avaliada em torno de R$ 1 milhão e é a maior apreensão efetuada na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul neste ano de 2011. A carga, de origem Paraguaia, vinha de Foz do Iguaçu e estava sendo monitorada pela Receia Federal.

Foram apreendidos dois veículos (Kombis) que fariam a distribuição dos cigarros na região metropolitana. Nove pessoas foram detidas e encaminhadas para a Polícia Federal.

Os produtos contrabandeados foram levados para o depósito da Receita, em Porto Alegre. As pessoas envolvidas responderão pelo crime de Contrabando e Descaminho.

Assessoria de Comunicação Social - Ascom/RFB

Fonte: Receita FEderal do Brasil

Lei 11.941 –Receita e Procuradoria editam regras para consolidação dos débitos


Está publicada no DOU desta sexta-feira (4/2) a Portaria Conjunta nº 2, que trata dos procedimentos a serem observados pelo contribuinte para a consolidação dos débitos previstos na Lei 11.941/2009.

A Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, que regulamentou o parcelamento e o pagamento de débitos na forma prevista nos arts. 1º a 13 da Lei nº 11.941, de 2009, dispôs em seu art. 15 que “Após a formalização do requerimento de adesão aos parcelamentos, será divulgado, por meio de ato conjunto e nos sítios da PGFN e da RFB na Internet, o prazo para que o sujeito passivo apresente as informações necessárias à consolidação do parcelamento.”.

A nova portaria estabelece o cronograma da consolidação a ser observado pelos optantes e também da possibilidade de retificação das modalidades de parcelamento para as quais o contribuinte tenha optado e deseja alterar.

O cronograma traz 5 (cinco) etapas para a consolidação, escalonadas entre os meses de Março a Julho de 2011, com a finalidade de distribuir os quantitativos de contribuintes e os procedimentos a serem realizados.

A norma esclarece ainda, as informações necessárias para a utilização de créditos decorrentes de prejuízo fiscal ou de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL)a consolidação de débitos decorrentes as informações

O contribuinte deverá realizar os procedimentos para a consolidação exclusivamente nos sítios da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) ou da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) na Internet, nos endereços ou , até as 21 (vinte e uma) horas (horário de Brasília) do dia de término de cada período, observadas as etapas definidas.


CRONOGRAMA

1º a 31 de março de 2011

Retificar modalidades de parcelamento. Será permitida a retificação de modalidade de parcelamento ao contribuinte que tiver pelo menos uma modalidade de parcelamento prevista nos referidos artigos da Lei nº 11.941, como alteração ou inclusão.se for o caso;

4 a 15 de abril de 2011: pessoa jurídica optante por modalidade de pagamento à vista com utilização de créditos decorrentes de Prejuízo Fiscal ou de Base de Cálculo Negativa da CSLL

2 a 25 de maio de 2011

a) optante pessoa física ; e

b)optante pessoa jurídica pela da modalidade de Parcelamento de Débitos Decorrentes do Aproveitamento Indevido de Créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

7 a 30 de junho de 2011: pessoa jurídica submetida ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado e especial no ano de 2011 ou de pessoa jurídica que optou pela tributação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no ano-calendário de 2009 com base no Lucro Presumido, cuja Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do exercício de 2010 tenha sido apresentada até 30 de setembro de 2010

6 a 29 de julho de 2011: demais pessoas jurídicas

Fonte: Receita Federal do Brasil

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

RECORDAR É VIVER






 



 




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O HOMEM E A LUA


O HOMEM E A LUA

Será que a Lua exerce alguma influência sobre as pessoas na Terra? A palavra Lua deriva do latim luna é o único satélite natural da Terra. O satélite lunar dista da Terra cerca de (384.406 quilômetros), e segundo estatística cientifica existem mais de 150 luas no sistema solar. A Lua não é privilégio somente do nosso planeta. Saturno, Júpiter e Netuno também possuem suas luas. Convém salientar que a lua terrestre não é a maior de todas, visto que o planeta Netuno é cercado por 13 delas. O planeta Júpiter possui 63 luas, e Saturno 60. O satélite Titã uma das luas de Saturno é considerado o maior, visto que a sua dimensão é quase uma vez e meia o tamanho da nossa lua, mas em proporção ao tamanho da Terra ela é considerada bem maior. Com mais de ¼ do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos.

A NASA (National Aeronautics and Space Administration) foi à responsável pela façanha e pretende ao longo do tempo planeja implantar bases permanentes. Aqui podemos fazer uma indagação: “O pouso na Lua teria sido uma farsa? Em 20 de julho de 1969, mais de 600 milhões de pessoas, a quinta parte da população terrena se emocionava vendo pela televisão o astronauta Neil Armstrong pisando na Lua pela primeira vez. Mais de 40 anos depois da alusinagem (palavra de origem francesa alunissage tem como sinonímia na astrologia o pouso suave na superfície lunar, alunagem) da nave Apolo 11, ainda há quem acredite que esse acontecimento foi uma farsa e que as fotografias desta façanha são montagens, são ficções retiradas do ego do ser hominal dizem os incrédulos.

É bom frisar que além do livro informado a revista científica Fator X, da (Editora Planeta) conta com todos os detalhes essas desconfianças. É uma esplêndida revista e que quem as lê adquire muitos conhecimentos. Visto da Terra, o satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), fato que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova. Seu período de rotação é igual ao período de translação. A Lua não tem atmosfera e apresenta, embora muito escassa água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.

É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem O Sol, com uma participação menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência de os oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0, 002 s por século, e, como consequência, a Lua se afasta de nosso planeta em média três cm por ano. Apesar do homem ter pisado na lua pela primeira vez e ter trazido de lá pedras para estudos, a incógnita ainda perdura. As viagens espaciais são muitos caras e com tribulação a responsabilidade aumenta inclusive acidentes com mortes já ocorreram.

Diante dessas nuanças em abril de 1970, o orbe terrestre prendeu a respiração quando a nave espacial Apolo 13, com problemas e danificada, regressava a Terra depois de uma fracassada tentativa de alunissagem. Hoje um desinteresse da opinião pública pela corrida espacial e ela estava diminuindo e a decadência veio com as missões seguintes. Como já citamos nas entrelinhas a Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. Sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrônomos usam este argumento para afirmar que vivemos em um dos componentes de um planeta duplo, mas a maioria discorda, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos.

São detalhes que não podem ser escondidos. O problema maior sobre o mistério lunar partiu d própria NASA, pois alguns pesquisadores que estudaram as fotografias sugeriam que a mesma poderia ter ocultado algo. Oito fotografias foram analisadas com responsabilidade e isenção outras fotografias de missões especiais das naves Apolos, supostamente tiradas pelos astronautas com câmeras penduradas no peito e sem que fosse empregada outra fonte de luz que não fosse o sol. Buzz Aldrin está na posição de pé com o sol brilhando por cima do seu ombro do lado direito.

A NASA afirma que se trata de uma peça do equipamento situada na superfície lunar. Esta desconfiança gerou um clima desagradável na NASA e aconteceu investigação e os responsáveis foram chamados de “Os Investigadores da Falsificação”. O escritor de Nova Jersei sustenta a hipótese e a teoria de que o homem nunca chegou a Lua. Ele se chama Ralph Renê. Acredita que a radiação do sol é tão letal que os astronautas deveriam ter queimados tão logo entrassem no espaço profundo. No livro Moonned Americal, de Ralph Renê afirma que as fotos das naves Apolo foram feitas ou batidas em um estúdio do governo próximo da cidade de Mercury em Nevada. Já o britânico David Percy, com sua grande experiência de fotografo profissional, argumentou que a iluminação das fotografias das naves Apolos só poderia ser obtida em um estúdio, aqui na terra.

O fotografo vai mais além ao afirmar ter contatado com um informante da NASA – Percy o chama de “o assobiador”- que forneceu informações sobre a possível falsificação. Muitos desconfiaram da colocação da bandeira americana no solo lunar ela não tremulava e fazia sombra o que aumenta ainda a desconfiança. Queremos reafirmar que aqui não são invenções deste escritor, visto que o livro de Ralph Renê e as fotografias do inglês comprovam as dúvidas e com muitos detalhes. Sobre a -Apollo 11 – segundo a NASA, a estranha silhueta que aparece na foto, tirada desde o Modulo Lunar a 93 quilômetros da superfície da Lua, é a sombra projetada do foguete do Módulo de Comando, porém quando um avião de grande porte voa a baixa altitude a Terre, num projeto sombras tão grandes e definidas.

A - Apolo 14 – Quando o Módulo Lunar Antares, da Apolo 14, pousou na superfície da Lua, não produziu nenhuma cratera entre seus pés, apesar de considerável quantidade de poeira que deveria ter sido levantada durante a descida. Debaixo do módulo há uma pegada, apesar de ninguém ter andado por esta parte da Lua antes da descida da nave. Outras nuanças importantes foram citadas pelo fotografo inglês e o escritor Ralph Renê. Alem das primeiras Apolos os EUA (Estados Unidos da América) usaram as - Apolos 12, 13 e 16. A NASA diz ter usado câmeras Hasselblad de última geração. As câmeras Hasselblad tiram fotografias quadradas, mas a maioria das fotos publicadas pela NASA são retangulares. Isto significa que, provavelmente, foram ajustadas aqui na Terra para obtê-las a melhor composição possível.

Buzz Aldrin foi o segundo homem que caminhou na Lua. Em entrevista ao fator X Aldrin fala sobre possíveis montagens da Apolo 11. Uma pergunta surgiu de repente. Como se sente quando dizem que o senhor e Neil Armstrong nunca estiveram na Lua? Ele respondeu que não procuro perder tempo com isso. E agora diante de fatos tão significantes vocês acreditam que o homem realmente pisou no satélite lunar? Com estes detalhes aqui colocados até nós ficamos com dúvidas de que o homem realmente pisou na Lua. As evidências mais sólidas de que a NASA levou o homem a Lua são os 340 quilos de amostras de rochas lunares trazidas pelos astronautas para serem estudadas, mas até hoje não se tem um resultado da análise feita pela NASA. Deixamos a conclusão com os senhores. Dizem os estudiosos que as investigações ainda estão em andamento. Pensem nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE

Autor: Antonio Paiva Rodrigues
 

MP 507: Fenacon mobiliza deputados

O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, esteve reunido na manhã de ontem (02) com vários deputados federais para tratar da Medida 507/10. A norma, regulamentada pela Portaria da Receita Federal do Brasil nº 2.166/2001, exige a apresentação de instrumento público de procuração para o contribuinte conferir poderes a terceiros, para em seu nome, praticar atos perante a Receita Federal do Brasil.

A Fenacon impetrou mandado de segurança visando afastar os efeitos do art. 5º. A mesma ação também foi tomada em relação ao artigo 7º e o parágrafo único do artigo 8º da Portaria que a regulamentou. Contudo, a Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, ao analisar o processo, extinguiu o processo sem julgamento de mérito por entender que a Federação não detém legitimidade para o ajuizamento de ação na defesa direta das empresas filiadas aos seus sindicatos. Cabe recurso contra esta decisão.

Diante disso, a Federação desde a última semana prepara mobilizações para sensibilizar parlamentares em relação ao tema. Hoje as reuniões ocorreram com os deputados Carlos Alberto Leréa (PSDB-GO), autor da emenda que retira o artigo 5º, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), entre outros.

Valdir Pietrobon demonstrou durante as reuniões sua preocupação com a matéria ressaltando que a medida limita o exercício profissional de pessoas sérias. “A procuração pública para representar terceiros perante o Fisco é um retrocesso, é um procedimento complexo, burocrático e oneroso para o cidadão”, analisa.

Além das reuniões com parlamentares, a Fenacon distribuiu cartazes na Câmara dos Deputados pedindo a retirada do artigo 5º e prepara para as próximas semanas outras mobilizações e reuniões com líderes partidários.

Fonte: Fenacon

Mudança no Simples ajuda 4,5 milhões de empresários

DCI / SP

Fernanda Bompan

A esperada mudança nas normas do regime de tributação Simples Nacional deve sair ainda neste mês, como projetam especialistas, ou no mais tardar, em março deste ano, conforme prevê o gerente de políticas do Sebrae, Bruno Quick. De acordo com ele, mais de 4 milhões de micro e pequenas empresas devem ser beneficiadas com as alterações.

"Este número [de empresas beneficiadas], na verdade, depende de cada alteração na lei do Simples Nacional. Com a atualização do valor do faturamento, 1,6 milhão de empresas serão beneficiadas; no caso do parcelamento de débitos, serão 560 mil, segundo dados da Receita Federal; e no caso dos conflitos de ICMS, serão mais de 3 milhões", comenta o gerente do Sebrae, ao citar também algumas das mudanças com o novo projeto de lei.

A pedido do governo e sinalizado ainda na campanha para a candidatura da então presidente da República Dilma Rousseff, o projeto de lei complementar 591 de 2010, que entre outros pontos, eleva o limite do Simples Nacional de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, vai estar na pauta de votação da Câmara dos Deputados será discutido pelo Congresso ainda em fevereiro. É o que acredita David Nigri, sócio da David Nigri Advogados.

Com a aprovação do projeto este ano, para ele, cerca de 5 mil empresas bem sucedidas dentro do Simples Nacional não precisarão conter o crescimento para se manterem dentro do regime tributário. A ampliação dará um tempo maior para as empresas se prepararem para ingressar no regime tributário feito pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real.

Para Nigri, a possibilidade de parcelamento de dívidas e a desoneração da substituição tributária para as micro e pequenas empresas serão duas das mais importante mudanças com a lei. "Como uma grande empresa pode ter parcelamento, enquanto uma pequena, que enfrenta mais dificuldades financeiras não pode", questiona o especialista.

O advogado comenta que no final do ano passado o escritório perdeu a causa de uma pequena empresa de confecções em Resende, no Rio de Janeiro, chamada Tufick. Esta companhia possui uma dívida de R$ 40 mil e por estar no Simples nacional, a lei não prevê a possibilidade de parcelamento, já que está em um regime que já oferece vários benefícios. "Perdemos na primeira instância e no TRF [Tribunal Regional Federal do Rio] e no final, a empresa foi excluída do Simples o que a prejudicou", comenta Nigri. Segundo ele, como essa empresa, mais de 20 milhões que passam por essa situação serão beneficiadas com a mudança.

Outro ponto, a desoneração das micro e pequenas empresas da substituição tributária, é algo muito esperado por esses empresários. "Na substituição tributária, a empresa deve quitar o impostos para o restante da cadeia. Por exemplo, ela paga o tributo ao vender para um varejista, mas ela não sabe se este vai conseguir comercializar o produto. Para uma grande empresa esta situação já é difícil, imagina para a micro", alerta.

Pressão

Nigri prevê que a aprovação do projeto de lei complementar para o Simples Nacional deve sair neste mês devido à pressão do empresariado e diversas entidades. Bruno Quick discorda. Para ele, por conta da tramitação - que ainda deve ser aprovado pelas comissões de justiça, finanças e economia - a previsão "mais otimista" do Sebrae é que a aprovação saia em abril ou março.

O advogado tributarista Fábio Tadeu Ramos Fernandes, sócio do escritório Almeida Advogados, acredita que, pelo menos, neste primeiro semestre, o projeto deve ser aprovado. "Só que em questões tributárias, nunca se pode ter certeza", ressalta.

Fernandes também aprova as mudanças previstas no projeto de lei. "Muitas empresas terão acesso ao Simples, já que após as mudanças, será ampliado a gama de setores que podem entrar no regime de tributação. O que de uma lado, é bom para as empresas, e de outro para o governo. Acredito que há muitos informais que querem mudar sua situação e ao passar para o Simples, o governo terá mais controle e conseguirá também elevar os níveis de arrecadação tributária", entende. "Além disso, tal medida acabaria de vez com os atuais embates judiciais das empresas que não podem optar pelo regime, privilegiando a igualdade e isonomia entre contribuintes", acrescenta.

Segundo dados do Sebrae, no mês passado, 81.620 novos empreendedores individuais foram registrados, alta de quase 200% em relação aos 27.656 observados em janeiro de 2010. No Brasil, existem 6 milhões de micro e pequenas empresas formais e mais de 10 milhões ainda informais, responsáveis por 30% do PIB.

Fonte: Fenacon

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Aprovado o programa da declaração do IRPF 2011


INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF Nº 1.126, DE 1º DE FEVEREIRO DE 2011

DOU 02.02.2011

Aprova o programa multiplataforma para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, da Declaração de Final de Espólio e da Declaração de Saída Definitiva do País, referentes ao exercício de 2011, ano-calendário de 2010 (IRPF2011), para uso em computador que possua a máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior, instalada.

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos III e XVII do art. 261 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF Nº 125, de 4 de março de 2009, e tendo em vista o disposto na Instrução Normativa RFB Nº 1.095, de 10 de dezembro de 2010, resolve:

Art. 1º Fica aprovado o programa multiplataforma para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, da Declaração de Final de Espólio e da Declaração de Saída Definitiva do País, referentes ao exercício de 2011, anocalendário de 2010 (IRPF2011), para uso em computador que possua máquina virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior, instalada.

Art. 2º O IRPF2011 possui:

I - 3 (três) versões com instaladores específicos, compatíveis com os sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS X;

II - 2 (duas) versões de uso geral para todos os sistemas operacionais instalados em computadores que atendam à condição prevista no art. 1º, sendo um instalador e um pacote contendo os arquivos do programa; e

III - 2 (dois) pacotes de instalação específicos para distribuições do sistema operacional Linux compatíveis com Debian e RedHat.

Art. 3º A partir de 1º de março de 2011, o programa IRPF2011, de reprodução livre, estará disponível no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) na Internet, no endereço < http:// http://www.receita.fazenda.gov.br/>.

Art. 4º Para a apresentação pela Internet das declarações geradas pelo programa IRPF2011 deverá ser utilizado o programa de transmissão Receitanet Java, disponível no endereço mencionado no art. 3º.

Parágrafo único. Na hipótese de que trata o caput, poderá ser utilizada assinatura digital mediante certificado digital válido.

Art. 5º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO

DOU

Contadores se preparam para enfrentar exame obrigatório


Valor Econômico

Qualificação: Mais de 10 mil profissionais devem realizar prova de avaliação de conhecimento em março para obter registro e poder atuar na área.

Vívian Soares

Há uma semana, o analista contábil da Serasa Experian Rodrigo Martins incluiu novamente os estudos em sua rotina. Recém-formado em contabilidade, ele se prepara para enfrentar o exame de suficiência, que a partir deste ano será exigido para que os profissionais consigam se registrar em um Conselho Regional e exercer a profissão. Aproximadamente 10 mil candidatos são esperados para o exame, que, depois de sete anos, volta a ser cobrado para os contadores brasileiros, dessa vez amparado pela lei 12.249, de 11 de junho de 2010, que tornou obrigatória a avaliação do conhecimento desses profissionais.

De acordo com Domingos Orestes Chiomento, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC/SP), o exame vem atender a uma demanda do mercado, que passou por muitas mudanças em um curto período de tempo. "Com a adoção das normas internacionais de contabilidade no Brasil, o profissional precisará ter um conhecimento global, uma vez que essas regras terão a mesma configuração em mais de 110 países", afirma.

O aumento da exigência do mercado fez com que os conselhos se preparassem para fiscalizar a formação dos profissionais. Além disso, passaram a estimular a adaptação dos currículos dos cursos de graduação. Uma das preocupações de Chiomento é com o baixo aproveitamento da prova, que já foi realizada no passado, entre os anos de 2000 e 2004, e que foi cancelada por não estar prevista em lei. "Na época, o índice de reprovação foi acima de 50%", diz.

A expectativa para o exame a partir de 2011, porém, é de um nível de exigência maior. "A contabilidade sofreu uma alteração profunda nos últimos três anos. Até 2004, a prova exigia conceitos mais básicos. A tendência é que agora sejam cobrados conteúdos mais alinhados com as novas normas contábeis", afirma Sergio Alexandre de Souza, coordenador do curso preparatório exame de suficiência em contabilidade, da Trevisan Escola de Negócios. Segundo ele, o único aspecto negativo da prova é o nível de aprovação mínimo ser de apenas 50%, que ele considera insuficiente.

Para Gerlando Lima, coordenador do curso preparatório ao exame de suficiência da Fipecafi, a expectativa dos profissionais sobre o conteúdo da prova é grande. "Os alunos se preocupam em saber o nível do exame. Como são 50 questões, há muita insegurança sobre o que será cobrado", afirma.

Lima explica que, como as mudanças na área são muito recentes, a maioria dos candidatos precisará ter domínio sobre normas que foram implementadas enquanto cursavam a faculdade. O edital do exame de suficiência, que será realizado em 27 de março, prevê que serão cobradas as normas aprovadas até 90 dias antes da avaliação.

O analista contábil Rodrigo Martins acredita, porém, que os profissionais com uma boa formação não terão dificuldade para fazer o exame. "Como as mudanças eram previstas, o currículo da faculdade foi se adaptando no decorrer do curso. No final, já dominávamos a maior parte delas", afirma Martins, que também está investindo em um curso preparatório.

As inscrições para o exame de suficiência vão até 11 de fevereiro. Serão aplicadas provas para contadores com curso superior e para técnicos em contabilidade, que também só serão registrados no conselho mediante aprovação no exame. Em contrapartida, a profissão só será regulamentada até 2015 - a partir desta data, apenas os contadores poderão exercer a profissão, conforme previsto pela lei 12.249. "O mercado está exigindo mais capacitação do profissional. Enquanto o técnico tem 900 horas de aula de formação, o bacharel tem quase 2400 horas", diz o presidente do CRC/SP.

Para Souza, da Trevisan, o técnico em contabilidade foi, durante muito tempo, uma profissão vinculada à atividade de escrituração, mas acabou incorporando outras funções, como a assinatura de balanços, por exemplo. "A lei veio corrigir essa inadequação", afirma.

Fonte: Fenacon

América Latina quer voz conjunta sobre normas contábeis


Valor Econômico

IFRS: Representantes de Brasil, Argentina, México, Chile e Venezuela se reúnem sexta-feira, em Brasília.

Fernando Torres

Representantes de órgãos que emitem pronunciamentos contábeis do Brasil, Argentina, México, Chile e Venezuela se reunirão na sexta-feira, em Brasília, para começar a costurar um trabalho conjunto das entidades. A informação foi dada ontem por Nelson Carvalho, um dos membros do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) do Brasil.

O objetivo é trocar experiências sobre o processo de convergência para um padrão único e global de contabilidade, tendo como base o modelo internacional IFRS, e organizar as demandas da região, sempre que houver consultas públicas do Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês) sobre novas regras a serem emitidas.

Em entrevista concedida na tarde de ontem na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, o presidente do Iasb, David Tweedie, disse que seria "útil" que houvesse essa coordenação na região. "Não é bom que o Brasil peça uma coisa e que ao mesmo tempo o México e a Argentina defendam algo diferente", exemplificou o conselheiro.

Ele conta que, quando começaram a adotar o padrão IFRS, em meados da década passada, cada país asiático apresentava seus próprios pontos de vista e sugestões ao Iasb de maneira isolada. "Quando há 20 vozes, há um risco maior de elas não serem ouvidas", afirmou Tweedie, acrescentando que há dois anos os países da Ásia e Oceania se reuniram num comitê, chamado de Asian-Oceanian Standard Setters Group (Aossg), e que esse problema deixou de existir.

Além desse órgão regional, a União Europeia conta com o European Financial Reporting Advisory Group (Efrag) e os Estados Unidos, com o próprio Financial Accounting Standards Board (Fasb), responsável hoje pelo padrão conhecido como US Gaap.

De acordo com Tweedie, a adoção do IFRS pelo Brasil pode servir como um catalisador para que os países da América do Sul e mesmo outros emergentes de outras regiões optem pelo mesmo sistema contábil, que nasceu na Europa, mas hoje já é usado em mais de cem países. "Se o maior país da América Latina e um dos Bric decidiu usar, talvez outras jurisdições também considerem essa opção", diz.

Além de Brasil, Austrália e Nova Zelândia, que adotaram o modelo internacional em 2010, o presidente do Iasb cita países como Japão, Índia, Coreia do Sul, Canadá, México, Argentina, Malásia e Nigéria como outros que estão na fila para começar ou completar a adoção do IFRS nos próximos anos.

A expectativa do presidente do Iasb, que deixa o cargo em julho deste ano, é que dentro de três anos 150 países estejam usando o modelo internacional de contabilidade. "Há cerca de 200 países no mundo. Os outros 50 passarão a ter problemas para explicar porque usam seu próprio modelo, especialmente se a Securities and Exchange Commission (SEC), dos EUA, decidir por usar o IFRS (ver mais detalhes nesta página)", afirma Tweedie.

Além dele, estão em São Paulo o brasileiro Amaro Gomes, que integra o conselho do Iasb, formado por 15 pessoas, e três técnicos da instituição.

Eles estão no Brasil em uma viagem de duas semanas e devem também percorrer cidades como Campinas, Piracicaba e São José dos Campos, no interior de São Paulo, além de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, para ouvir sugestões e comentários de empresas locais sobre a norma que o Iasb está discutindo sobre contabilidade de operações de hedge (proteção).

"Vocês têm grandes empresas na área de commodities, de fabricação de aviões, produtoras de petróleo etc. Queremos ouvi-las antes de finalizar a norma que estamos redigindo", afirmou Tweedie, destacando a importância que o Brasil tem hoje no cenário global. Provavelmente isso não ocorreria há cinco anos.

Em março, segundo Carvalho, do CPC, o Iasb novamente enviará alguns de seus técnicos para coletar informações e sugestões sobre a prática do teste de "impairment", que serve para verificar a capacidade de um ativo de gerar de fato aquele valor pelo qual está registrado no balanço.

EUA começam a ceder sobre uso do valor justo, diz Tweedie

Depois de Fasb e Iasb acertarem os ponteiros em relação a normas sobre provisões ligadas a perdas de crédito e sobre quando deve ser apresentada a posição líquida ou bruta de instrumentos financeiros, começa a haver entendimento também sobre a questão do uso do valor justo (ou preço de mercado).

Segundo David Tweedie, presidente do Iasb, o Fasb "está se afastando" da tese, apresentada no ano passado, de usar valor justo para todos os instrumentos financeiros.

Isso pode ajudar no processo de convergência entre o padrão de contabilidade internacional, adotado em mais de cem países e conhecido como IFRS, e o modelo americano US Gaap.

Segundo Tweedie, o Fasb está discutindo agora quais instrumentos poderiam ser contabilizados pelo custo amortizado, ou pela curva do papel, como se diz no jargão da contabilidade.

A extensão do uso do valor justo na mensuração dos instrumentos financeiros é um dos maiores entraves a ser superado no trabalho de convergência conduzido por Iasb e Fasb.

Quando o G-20 (grupo que reune os 20 países mais influentes do mundo) pediu que os dois órgãos reavaliassem a norma contábil e buscassem um entendimento comum, uma das questões levantadas era exatamente se o eventual uso "excessivo" do valor justo na contabilidade teria inflado os prejuízos das instituições financeiras no auge da crise.

Como resposta, o Iasb emitiu um novo pronunciamento, chamado de IFRS 9, que permite o uso do custo amortizado, se o banco consegue prever o fluxo de caixa daquele ativo (como é o caso de empréstimos e títulos de dívida) e se ele o mantém em carteira com o objetivo de receber de volta o principal e os juros - e não de negociá-lo no curto prazo.

Já o Fasb apresentou como proposta aumentar ainda mais a extensão do uso do valor justo. A ideia por trás disso seria que, caso essa fosse a prática antes da crise, talvez os problemas tivessem aparecido nos balanços dos bancos mais precocemente, evitando que as operações arriscadas crescessem e se espalhassem.

Além da questão do valor justo e de instrumentos financeiros de forma geral, Tweedie cita ainda as regras para reconhecimento de receita, leasing e seguros como os principais pontos a serem enfrentados pelo Iasb e pelo Fasb no processo de convergência.

Ele mantém o prazo de que esses temas devem estar resolvidos até o fim de junho e cita três motivos para que isso seja feito.

Um deles é que países como Coreia do Sul, Japão e Índia estão no meio do processo de adoção do IFRS e não querem passar a usar hoje uma regra que mudará amanhã. Outro motivo é que o G-20 estabeleceu 2011 como prazo final para a entrega dos trabalhos. Por fim, ele destaca que a Securities and Exchange Commission (SEC) prometeu decidir neste ano se os EUA usarão ou não o IFRS no futuro, sendo que o ritmo do processo de convergência pode ter peso nessa decisão. Ou seja, se o US Gaap estiver mais próximo do IFRS, a migração de um modelo para o outro pode ser menos custosa.

Apesar disso, ele diz que, se chegar junho e ainda houver um problema relevante numa norma, o Iasb não vai publicá-la.

Ao ser questionado sobre o que espera da decisão da SEC, Tweedie diz que está mais confiante hoje do que um ano atrás sobre a opção em convergir para o IFRS. "Não tenho informação privilegiada, mas a minha impressão é que a SEC é favorável", afirma ele, destacando que há ainda a discussão sobre a rapidez para a mudança de modelo, se de fato ela for efetivada. (FT)

Fonte: Fenacon

Simples registra mais de 234 mil pedidos de adesão


Agência Sebrae

Já estão no sistema 77.181 empresas, mas a maior parte das solicitações ainda está sob verificação de pendências; o resultado final sai dia 15 de fevereiro.

Dilma Tavares

Em janeiro, prazo anual para micro e pequenas empresas optarem por recolher tributos pelo Simples Nacional, 234.838 solicitaram entrada no sistema. Desse total, 77.171 foram deferidos e já estão nesse regime especial de tributação.

Foram indeferidos 2.362 pedidos por problemas cadastrais, fiscais ou por pendências com estados e municípios, e 3.122 foram cancelados a pedido ou por duplicidade de opção. A maioria, 152.183 está com pendências cadastrais ou fiscais. O resultado final será divulgado dia 15 de fevereiro no site do Simples Nacional, que pode ser acessado pelo site da Receita Federal do Brasil (http://www.receita.fazenda.gov.br/).

De acordo com o secretário executivo do comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, além desses pedidos, em novembro e dezembro de 2010, houve 24.798 agendamento de opção pelo sistema. "Essas empresas já obtiveram a condição de optantes a partir de 1º de janeiro de 2011", explica.

Criado pela Lei Complementar 123/06, conhecida como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (http://www.leigeral.com.br/) e em vigor desde julho de 2077, o Simples Nacional conta até agora com 4.639.667 micro e pequenas empresas.

Brasil ganha 81,6 mil novos empreendedores em janeiro

Número representa um crescimento de quase 200% em relação aos 27.656 registrados em janeiro de 2010

Dilma Tavares

Brasília - O Brasil ganhou 81.620 novos empreendedores individuais em janeiro, um crescimento de quase 200% em relação aos 27.656 registrados no mesmo período de 2010. Ao todo, já se formalizaram nessa nova figura jurídica 891.036 empreendedores.

O número representa uma média de 2,6 mil registros ao dia e 16,3% da meta nacional de formalizar 500 profissionais em 2011. "Se continuarmos alcançando a média de 16% ao mês, em seis meses será alcançada a meta nacional", avalia a analista de atendimento individual do Sebrae, Ivana Lima.

Ela acredita que contribuem especialmente para esse resultado a chamada propaganda boca-a-boca feita por empreendedores já formalizados e que atestam os benefícios formalização e o trabalho do Sebrae.

A analista cita especialmente a ação mais recente de sensibilização e orientação para a entrega da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI), cujo prazo de entrega encerra no próximo dia 28 de fevereiro.

"O Sistema Sebrae está ajudando os empreendedores na entrega da declaração, oferece mais orientações e incentiva para que eles levem amigos para conhecer os benefícios e também se formalizar como empreendedor individual", explica Ivana.

Para contribuir com a meta nacional de formalizações, a instituição também estabeleceu metas específicas de formalizados por Estado. Até agora já alcançaram mais de 20% de suas metas: Mato Grosso (27%), Goiás (26%), Roraima (26%), Espírito Santo (26%), Distrito Federal (25%), Santa Catarina (23%), Rio de Janeiro (22%), Acre (22%), Bahia (21%), Mato Grosso do Sul (21%) e Tocantins (21%).

Fonte: Fenacon

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Receita adverte contribuintes contra fraudadores que tentam agir em nome da instituição


A Receita Federal do Brasil, em razão da proximidade do início do prazo para apresentação da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2011 (DIRPF/2011), adverte que não envia aos contribuintes e-mails e nem intimações para regularização de dados cadastrais.

Todos os anos, principalmente durante o período que antecede a entrega das declarações, surgem vários tipos de denúncias onde falsários fazem se passar por servidores da Receita Federal para tentar extrair dados fiscais, bancários ou de outra natureza que venham a expor a vida privada dos cidadãos.

A Receita alerta para que os contribuintes se mantenham atentos, pois não envia e nem solicita qualquer informação por e-mail.

Contadores derrubam exigência da Receita

Valor Econômico

Os contabilistas do Estado de São Paulo também estão dispensados, por liminar, de apresentar procuração pública na representação de seus clientes em processos administrativos na Receita Federal. A decisão foi obtida pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP) e vale para todos os profissionais que trabalham em empresas associadas à entidade.

A obrigação foi imposta pela Medida Provisória (MP) nº 507, em vigor desde outubro de 2010. Antes da norma, bastava uma procuração particular, com um simples reconhecimento de assinatura, para que os profissionais pudessem atuar perante a Receita. A exigência trouxe enormes transtornos para advogados e contabilistas que deixaram de ter acesso aos processos sem a documentação. Os advogados também conseguiram suspender a exigência, por liminar, por meio de uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na liminar dada ao Sescon pela 2 ª Vara Cível de São Paulo, o juiz entendeu que a obrigação, prevista na MP 507, "se constitui em afronta direta ao princípio constitucional do livre exercício da profissão".

De acordo com José Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP, a exigência dificulta e encarece o trabalho dos contabilistas. A cada atividade - contratação, demissão ou alteração societária -, o cliente é obrigado a fornecer uma nova procuração. Segundo ele, cerca de 95% das empresas de médio e pequeno porte têm um contador apenas para representá-las nesses processos e esse dispositivo criou uma burocracia a mais, que estava inviabilizando o acesso corriqueiro aos dados da Receita. "Recebemos muitas reclamações de profissionais indignados", diz. (AA)

Fonte: Fenacon

Pequenas e médias crescem com a formalização do emprego

O Estado de S.Paulo

Empresas que prestam serviço para os RHs de outras companhias veem faturamento dobrar com a criação de novas vagas

Naiana Oscar

O volume de empregos com carteira assinada criados em 2010 foi o maior dos últimos 18 anos no País. A notícia divulgada há uma semana pelo Ministério do Trabalho soa como música para um grupo de pequenas e médias empresas que depende diretamente desses números para crescer: seus principais clientes são os departamentos de recursos humanos de outras empresas.

Elas estão entre as primeiras da cadeia a se beneficiar e sentir os impactos da formalização do mercado de trabalho. "É um ciclo virtuoso que deve impulsionar esses negócios por um bom tempo", diz o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

O empresário Antônio Mouallen, de 34 anos, que nunca teve uma carteira assinada, é um dos que tem visto o faturamento se superar no mesmo compasso da formalização. Desde 2004, ele fornece vale transporte para funcionários de outras empresas. Mesmo concorrendo com grandes multinacionais como Ticket e Sodexo, a Benefício Fácil, de Mouallen, tem conseguido conquistar o seu espaço. Nos últimos três anos, a receita cresceu 150%, passando de R$ 49 milhões para R$ 129 milhões. "Com a economia aquecida, a tendência é que cresçamos ainda mais, porque o empregador é obrigado a oferecer esses benefícios aos seus funcionários", diz.

No primeiro ano de operação, a Benefício Fácil faturou R$ 264 mil, com 90 clientes e 15 funcionários. O escritório era uma sala improvisada no colégio de educação infantil que Mouallen abriu quando tinha 19 anos e ainda cursava pedagogia. Hoje, a empresa tem 85 funcionários e 5 mil clientes no País inteiro. Ele continua tocando a escola e com o lucro da Benefício Fácil investiu há sete meses num site de compras coletivas, o Oferta Única.

A maioria das empresas que se tornaram recentemente clientes da Benefício Fácil tem em média 35 funcionários. Num negócio que está começando, o próprio dono costuma providenciar o vale transporte dos funcionários, mas à medida que as contratações aumentam, a equipe passa a ser integrada por empregados de outras cidades. Cada município tem a sua regra para o transporte público e Mouallen se vale dessa confusão para aumentar a carteira de clientes.

Assim como o vale transporte, fornecer planos de saúde também são uma obrigação do empregador. Há dez anos no mercado, a MBS Seguros, especializada em fornecer esse tipo de benefício, registrou em 2010 o seu melhor desempenho. "Começamos o ano com 250 clientes e terminamos com 300", diz João Herreras, sócio diretor. "É um crescimento por tabela."

A carteira da MBS é formada por empresas prestadoras de serviços, como escritórios de advocacia e bancos de investimento. Nos últimos três anos, ele diz ter se beneficiado também com a corrida dessas empresas para reter mão de obra qualificada. "Na tentativa de atrair gente boa, os empregadores têm dispensado mais atenção a esses produtos."

A consultora do Sebrae SP, Sandra Fiorentini, diz que outros segmentos como o de uniformes e refeições coletivas também estão se aproveitando do crescimento da formalização para expandir os negócios. "Há muita oportunidade", diz. "Mas é preciso ter cuidado, porque a prestação de serviços para o segmento corporativo exige mais de planejamento porque o nível de exigência na qualidade costuma ser maior e os preço têm de ser mais baixos."

Fonte: Fenacon

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mais de 90% dos endereços falsos criados na web são de bancos e lojas on-line

SÃO PAULO – Mais de 90% dos endereços falsos criados na internet por hackers, com o propósito de infectar ou roubar dados de usuários, são de bancos e lojas on-line.

Os dados constam de estudo realizado pela empresa Panda Security, que também identificou as ações dos fraudadores na criação semanal de mais de 57 mil sites irregulares.

Para emplacar os golpes, os hackers se utilizam dos nomes de empresas e instituições reconhecidas mundialmente, o que os coloca no topo da lista dos principais motores de busca.

De acordo com as contas da Panda Security, mais de 375 tipos de marcas são utilizadas pelos infratores como isca de usuários desprevenidos na web.

Oportunismo

Embora apareçam em menor proporção, outros tipos de endereços virtuais para a prática das fraudes também são gerenciados pelos hackers.

Conforme apurou a pesquisa, sites de fundos de investimentos e corretoras (2,30%), organizações governamentais (1,92% ), plataformas de pagamento (1,80%) e provedores de acesso à internet (1,31% ) responderam por um menor percentual no número de endereços criados de maneira irregular.

Os demais segmentos de páginas falsas criadas, como endereços de ONGs, jogos e softwares, somaram juntos pouco mais de 1% dos desenvolvimentos perigosos na web.

Mecânica

Ao utilizar a técnica “BlackHat SEO” (com a finalidade de influenciar mecanismos de busca na web), os hackers fazem com que seus links se sobressaiam dos demais, aparecendo assim nas primeiras posições quando os usuários procuram pelas marcas de sua preferência.

Em certos casos, o falso site tem aparência idêntica à do original (é o caso de certos sites bancários), o que facilita o roubo de logins e senhas do usuário.

De acordo com o diretor geral de consumo da Panda Security Brasil, Ricardo Bachert, os usuários precisam ficar atentos ao utilizar mecanismos de pesquisa para não serem atraídos a estas armadilhas virtuais.

“Sabemos que os sites de busca estão se esforçando para melhorar a situação, ao alterar seus algorítmos de indexação, mas eles não conseguirão fugir da avalanche dos novos endereços que são criados todos os dias”, afirma.

Fonte: Infomoney