quarta-feira, 4 de junho de 2014

ANIVERSARIANTE DO DIA!!! "JÚNIOR BILL"

Eu peço a Deus que te ilumine, te guarde e te dê mais sabedoria, tenha certeza que tudo dará certo na sua vida! Que ele te abençoe abundantemente e te dê muitas alegrias. Você é meu filho, e muito querido por seus pais! Parabéns, Felicidades! Te amo muito Júnior Bill

Escrito por: Altemir Neri

terça-feira, 3 de junho de 2014

Verificar análise do IR no site da Receita evita dor de cabeça

Depois que passou o prazo pra a entrega da declaração do IR (Imposto de Renda) da pessoa física (foi até 30 de abril), e os contribuintes cumpriram com essa obrigação com o Fisco, muita gente acha que não tem mais com o que se preocupar, bastando esperar o dia de a restituição aparecer na conta. Para especialistas, no entanto, é importante que as pessoas fiquem atentas e consultem periodicamente o cadastro no site da Receita para evitar surpresas desagradáveis e também para corrigir eventuais pendências que o órgão detecta com o cruzamento dos dados. Dessa forma, se evita dores de cabeça futuras.
Segundo o diretor tributário da consultoria Confirp, Wellinton Mota, é comum as pessoas ficarem aguardando sem verificar se está tudo certo no processamento. “Não se atentam que pode ter ocorrido erro de digitação e, por centavos, já dá para cair na malha fina”, diz.
Por isso, é importante que o contribuinte entre no site da Receita e acesse o e-Cac (Centro de Atendimento Virtual ao Contribuinte), para saber se há eventuais pendências. Para ingressar nesse portal, no entanto, será preciso ter um certificado digital ou criar código de acesso, o que exigirá fornecer a data de nascimento e números de CPF e dos recibos das duas últimas declarações válidas (deste ano e de 2013). Se a pessoa não tiver o número de recibo anterior precisará ir até um posto da Receita Federal.

O consultor tributário da IOB, Valdir Amorim, cita ainda que a primeira preocupação, ao entrar no e-Cac, é saber se o documento enviado ao Fisco está em processamento ou já foi analisado. “Se isso ainda não ocorrer, o melhor é esperar mais uns dias, para consultar de novo”, diz. Se tiver sido processada, a pessoa pode tirar o extrato da declaração, que é a confirmação de que está tudo em ordem ou não.

PENDÊNCIAS - A consulta periódica ao e-Cac é importante porque, detectado que houve alguma incorreção ou falta de algum dado – por exemplo, se a pessoa trabalha com carteira registrada e também faz serviços como autônoma e não forneceu essa última informação, ou se faltou colocar a fonte de renda de um dependente –, é possível fazer declaração retificadora.

Isso é bem melhor do que ficar esperando a Receita notificar o contribuinte para esclarecer eventual divergência. Wellinton cita que teve um cliente que optou não fazer nada e, após dois anos, o Fisco cobrou dele R$ 19 mil, entre o imposto devido e multa. “Ele teve de vender o carro para pagar”, disse.

DIPJ - Agora começou a corrida das empresas (as tributadas pelo lucro real, presumido ou arbitrado) para entregar a DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica), que é o IR do setor empresarial. O prazo de envio do documento referente ao ano calendário de 2013 se encerra no dia 30.

O especialista Hugo Amano, sócio da consultoria tributária da BDO, cita que além da preocupação normal que já deveria haver com o preenchimento, neste ano o cuidado deve ser redobrado. “Recomendo que se contrate alguém para revisar a DIPJ, porque este ano será o último no formato atual, no ano que vem vai mudar”, alerta. E além desse documento, as companhias terão de entregar, no mesmo prazo, o Sped Contábil, declaração que contém 100% das informações e registros de contabilidade da empresa durante todo o ano, incluindo balancetes mensais e demontrações contábeis.

Amano assinala que é importante fazer o envio o quanto antes, já que a DIPJ costuma ter em torno de 70 páginas para preencher, abrangendo informações de diversas áreas da empresa. Também vale lembrar que os dados serão eletronicamente cruzados com os de outras obrigações acessórias, como a DCTF (Declaração de Débitos e Créditos de Tributos) e DIRF (Declaração sobre o Imposto de Renda Retido na Fonte).

Quem não entregar a declaração no prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 500 a até 20% do imposto devido. 

Texto confeccionado por: Leone Farias

Fonte: Site Contábil

eSocial que bate em Chico também bate em Francisco

Durante a 14ª Reunião do Conselho de Relações do Trabalho, realizada no dia 27 de agosto de 2013, o representante do Ministério do Trabalho explicou o eSocial para 24 entidades que representavam interesses de empregadores e empregados: CUT, UGT, CGTB, CNA, CNI, CNS, CNT e CNCOOP, entre outras. Nessa exposição, o eSocial foi definido como projeto estratégico do escritório de projetos da Câmara de Desenvolvimento de Gestão e Produtividade do Ministério do Planejamento.

Supreendentemente, partiu da União Geral dos Trabalhadores (UGT), uma entidade sindical que representa os interesses dos empregados, o questionamento sobre o enquadramento do segmento das micro e pequenas empresas.

Uma segunda ressalva relevante foi feita pela Confederação Nacional dos Serviços (CNS), entendendo que o certo seria tornar o sistema menos informativo e, consequentemente, bem mais simples. Como resposta, o Ministério do Trabalho afirmou que “os direitos dos trabalhadores são os mesmos, seja a empresa grande ou pequena”.

Recentemente, a Receita Federal anunciou, após pressão de inúmeras entidades, a criação de um módulo simplificado do eSocial especialmente desenvolvido para as micro e pequenas empresas (MPEs). Seria essa a real solução?

Entre tantas polêmicas, há consenso em pelo menos dois pontos. O primeiro é o grande impacto cultural nos empregadores. Afinal, no Brasil, mesmo a administração pública deixa de observar as minúcias da nossa legislação. Não é sem razão que os três empregadores com mais processos trabalhistas no país são Caixa Econômica Federal, Petrobras e Correios.

O outro ponto é a mudança nos processos. Pequenas empresas, além da conformidade legal, precisarão de mais eficiência na troca de informações com as organizações contábeis que processam sua folha de pagamentos. A mudança ocorrerá nos procedimentos e informatização dessa comunicação.

Então, como esse módulo simplificado do eSocial poderá ajudar as MPEs? Elas próprias processarão suas informações trabalhistas? Digitarão as faltas, horas extras, férias, contratos de trabalho, exames médicos? Se for assim, cada pequena empresa deverá ter um especialista na legislação, sob pena de cair em uma das infinitas armadilhas regulatórias que nos cercam.

A menos que o bendito módulo tenha uma inteligência superlativa capaz de consistir as milhões de regras embutidas nas leis, normas, convenções e acordos coletivos. Somente assim, o sistema impediria um empregador de digitar informações contrárias às leis. A outra saída seria ter o processamento trabalhista realizado nos escritórios contábeis e alguém digitar tudo no eSocial. Mas quem teria esse (re) trabalho? Mais ainda: quem pagaria por ele? O certo é que as 60 empresas-piloto que representam o Brasil não terão esse problema.
Afinal, elas implantarão poderosas soluções de mercado, cheias de validações inteligentes configuradas por dezenas de consultores especializados – e ainda assim serão monitoradas digitalmente pelo inflexível paternalismo Varguista. Mesmo com esse módulo implantado, não podemos nos esquecer de que “pau que bate em Chico também bate em Francisco”. A legislação trabalhista vale para as grandes e pequenas empresas, como ressaltou o Ministério do Trabalho. A diferença é que Francisco usará um software corporativo, sofisticado e caro; enquanto Chico, o simples e gratuito do governo.

Os que comemoram tanto uma digitação simplificada deveriam reivindicar o mesmo para a legislação. E se o eSocial é tão estratégico assim para o governo federal melhorar a competitividade do Brasil, por que não convocar mais representantes da sociedade para contribuir com ele? De fato, digitar é o menor dos problemas.

Texto confeccionado por: Roberto Duarte

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Receita Federal Executa Operação Copa do Mundo

A Receita Federal executa a Operação Copa do Mundo, que teve início efetivo no mês de maio, com a chegada de diversas cargas de equipamentos de televisão para a cobertura do evento, em vários portos e aeroportos do país. A operação deve ter seu pico de atividades na primeira semana de junho, com a chegada da maior parte das seleções estrangeiras que irão disputar o mundial, e se estenderá até o final da competição, quando equipes de televisão estarão realizando a reexportação dos equipamentos importados temporariamente.

A operação Copa do Mundo volta-se também para o atendimento dos turistas estrangeiros, em geral, e para a importação de diversas estruturas temporárias utilizadas para a organização e realização das competições.

Para essa operação, a Receita Federal vem se preparando intensamente, já desde antes mesmo da Copa das Confederações, em 2013. Para tanto, diversas atividades foram realizadas em diferentes frentes – organização interna, capacitação de pessoal, legislação, comunicação institucional, articulação com outros órgãos do Governo Federal, envolvendo grande número de servidores.

Estruturação

Para a sua preparação, a Receita Federal organizou-se em um Comitê de Grandes Eventos, no nível do órgão central, em 10 Comitês Regionais e em Comissões Locais de Operação em todos os aeroportos da Copa e nos principais portos envolvidos na operação, buscando atuar de forma integrada com outros órgãos públicos envolvidos nas operações, tais como Polícia Federal, Anvisa, Vigiagro e Infraero. 

Capacitação

Os eventos de capacitação de pessoal, por exemplo, foram realizados em nível nacional, regional e local, desde o fim de 2012. Além de treinamentos internos, com pessoal da casa, houve a participação de servidores em cursos externos e seminários de aperfeiçoamento. O último deles foi o Seminário RFB na Copa de 2014, em março, que teve como foco debater e aprofundar o conhecimento das operações de movimentação internacional de bens associada a eventos da Fifa. Nesse seminário, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer as dimensões e repercussões da Copa do Mundo de 2014 na visão do Ministério do Esporte, os cuidados conferidos pela Anvisa e Vigiagro para com as importações de bens destinados à organização e realização da Copa, e a recente experiência da Rússia na organização e execução das Olimpíadas de Inverno de Sochi. 

A Receita Federal também investiu na manualização de procedimentos de fiscalização, notadamente na área de bagagem acompanhada, de modo a alcançar maior padronização e agilidade no atendimento ao viajante internacional e, em especial, no atendimento às seleções estrangeiras e equipes de televisão do mundo todo.

Esses esforços de capacitação contribuem não apenas para o atendimento das demandas imediatas da Copa do Mundo, mas também servem para produzir uma melhoria permanente dos padrões de trabalho da Receita Federal, especialmente na área aduaneira, com reflexos positivos no atendimento de grandes eventos em geral e, em particular, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Legislação

Também na área de definição de normas, a atuação da RFB tem sido intensa. Desde a elaboração da lei que instituiu os benefícios associados ao evento, a Receita Federal tem atuado na elaboração de seu conjunto normativo regulatório. Os temas são variados: procedimentos para a habilitação aos benefícios tributários, importação e exportação de bens com isenção ou suspensão de tributos, tratamento da bagagem de seleções estrangeiras, regimes aduaneiros especiais. Também foi modernizada a norma que trata do alfandegamento de terminais aeroportuários, para melhorar as condições operacionais do controle e fiscalização, com vistas à segurança aduaneira, ao conforto para os passageiros e à agilidade no atendimento a esses. 

Culminou esse esforço normativo com a publicação, no final do mês de março, do Guia Aduaneiro para a Copa do Mundo de 2014, que consolida, em linguagem comum, acessível ao grande público, os procedimentos que devem ser aplicados na movimentação internacional de bens para esse evento. O referido manual encontra-se disponível no sítio da RFB na internet, na página: 



Atendimento às seleções estrangeiras, viajantes internacionais e à Imprensa - orientação e divulgação

A Receita Federal concluiu, no início do mês de abril, o Plano Copa do Mundo, de mobilização de equipes locais de servidores para atendimento de equipes esportivas, emissoras de TV, profissionais de mídia e de turistas em geral. Esse plano atinge os aeroportos das cidades-sede de jogos da Copa e os portos de Santos e do Rio de Janeiro, principalmente.

Também foram realizados seminários para orientar o público externo, divulgando a legislação e os procedimentos adotados pela aduana brasileira na entrada de passageiros e cargas estrangeiras para a Copa. Esses eventos, além de criar canais de comunicação com os representantes de todos os países, podem antecipar soluções para eventuais problemas que venham a ocorrer no período. Os eventos foram direcionados a representantes de consulados dos 31 países visitantes que participam da Copa e a servidores dos outros órgãos envolvidos - Anvisa, Vigiagro, Ibama, Polícia Federal e Anatel.

Para as operações em aeroportos, cabe ressaltar a elaboração do ”Planejamento Copa do Mundo de 2014”, desenvolvido em conjunto com diversos órgãos do Governo Federal no âmbito da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero). Trata-se da maior operação integrada já concebida no Brasil, envolvendo 23 órgãos e agências públicas, 23 aeroportos e o Comitê Organizador Local da Fifa, com uma duração de quase dois meses.

Para essa operação, nos 15 aeroportos internacionais envolvidos com a realização do evento, a RFB está mobilizando um contingente adicional de 232 servidores, de modo a bem atender a demanda de passageiros e cargas para o evento.

Na área de segurança, a Receita Federal também terá ativa participação, por meio de sua área de inteligência, que atuará no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Copa do Mundo.

Fonte: Receita Federal do Brasil

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O futuro do técnico em contabilidade em xeque

Originalmente, era uma medida provisória que tratava apenas de incentivos para infraestrutura da indústria petrolífera. Nas idas e vindas das tramitações parlamentares, no entanto, a Lei 12.249, de 2010, passou a abarcar outros temas e atingiu diretamente o mundo contábil. Uma das muitas emendas inseridas na medida original determina que, a partir de 2015, só poderão obter registro profissional em Contabilidade quem tiver Ensino Superior. Com isso, o futuro dos técnicos ficou incerto e duas vertentes duelam: os que acreditam que é só uma mudança de prerrogativas e os que veem nisso o fim da profissão.

A Lei 12.249, de 2010, alterou o Decreto-Lei 9.295, de 1946, que regulamenta a profissão contábil, determina a criação do Conselho Federal de Contabilidade e define as atribuições dos contadores e guarda-livros que, depois, tornaram-se os técnicos em contabilidade. As novas definições passam a exigir o Ensino Superior para obter o registro da categoria, mas mantêm as prerrogativas profissionais dos técnicos já registrados e permite que os que estão se formando obtenham registro até o dia 1 de junho do ano que vem. Após esta data, técnicos não registrados não poderão realizar algumas das atividades que hoje cumprem.

As mudanças não representam o fim da categoria, pois, enquanto houver pessoas com essa formação, haverá técnicos no mercado. É o que garante a professora do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Ufrgs e vice-presidente do CRCRS, Ana Tércia Rodrigues. “Não está sendo extinta a categoria dos técnicos em contabilidade. Na verdade, o que se está eliminando são os novos registros. O que acontece é que, a partir de 2015, os técnicos não terão mais algumas prerrogativas profissionais como, por exemplo, assinar balanços ou ser titular de uma organização contábil. Quem já tem o registro, entretanto, vai manter essas possibilidades”, acredita.A procura pelos serviços dos técnicos não deve diminuir. A consequência, avalia a professora, é a continuidade de uma tendência atual, da utilização dos técnicos em funções mais auxiliares. “A atividade de cunho mais gerencial e estratégico é exercida pelo profissional de nível superior”, afirma Ana Tércia. “O mercado contábil continua muito aquecido e todas as empresas e organizações contábeis contam com técnicos, mas na grande maioria dos casos em atividades auxiliares – e isso vai continuar acontecendo”. Essas diferentes atribuições devem garantir, segundo a professora, uma definição mais clara no mercado de qual é o papel do contador.

A exigência do curso superior para o exercício da profissão se justifica pela necessidade de conhecimentos que vão além da parte estritamente operacional, como métodos quantitativos ou de direito. “No nível superior, o profissional tem uma visão da Ciência Contábil de uma forma bem mais ampla, principalmente da interação com outras áreas de conhecimento. Não tenho a menor dúvida de que, no patamar em que a contabilidade se encontra enquanto profissão, enquanto área de conhecimento, o Ensino Superior é indispensável para uma boa formação de um profissional”, garante Ana Tércia.

Os técnicos em contabilidade são, no Rio Grande do Sul, 40% dos profissionais da área. Existem quase 15 mil técnicos e mais de 22 mil contadores. No Brasil, a proporção é semelhante. Mesmo com o grande número de profissionais, existe um temor de que os técnicos acabem se extinguindo. “Nós estamos indo na contramão de algo que o governo federal incentiva”, reclama o técnico em contabilidade Daniel de Souza. Para ele, as novas medidas contrastam com o grande incentivo que a União tem dado aos cursos técnicos, por meio de iniciativas como o Pronatec.

O impacto das mudanças, analisa Souza, não deve ser sentido imediatamente, mas em longo prazo. “O Conselho Federal de Contabilidade diz que isso não é a extinção dos técnicos, mas nós entendemos que, por tabela, ninguém vai querer fazer um curso que não dá a habilitação para exercer a profissão”, reclama Souza. Para ele, deveria ter ocorrido uma revisão na carga horária dos profissionais. “Foi feita uma simplificação, sem discutir junto à sociedade. O que se alega é que os cursos técnicos não formam mais como antigamente, mas também existem muitas faculdades que não preparam adequadamente os profissionais de nível superior da nossa área”, critica. Souza considera que as medidas são prejudiciais à contabilidade, uma vez que a profissão é tanto operacional quanto analítica, e o trabalho dos técnicos complementa o dos contadores.

O presidente do Sindicato dos Contabilistas de Porto Alegre (SCPA), Clésio Luís da Silva, compartilha das críticas de Souza. Para ele, há contradição com os incentivos aos cursos técnicos, além de ter faltado estudo junto à sociedade quando da implementação das mudanças, que teriam sido feitas sem considerar as escolas técnicas, os alunos e os profissionais que estão entrando na área. Segundo o presidente, o que se deverá ver em breve é uma falta de mão de obra. “Vai sobrecarregar a profissão dos bacharéis contadores na prestação de serviço, tanto nas grandes quanto nas micro e pequenas empresas”, analisa.
O possível fim da categoria já foi discutido até mesmo no Senado Federal, em uma audiência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O objetivo das entidades é pelo menos adiar a efetivação das mudanças e aplicação da lei, para que outras organizações interessadas possam analisá-las e propor soluções.

Mudanças devem se refletir nas escolas técnicas

A Escola Técnica Estadual Irmão Pedro, de Porto Alegre, possui 1,2 mil alunos divididos em três cursos técnicos e o Ensino Médio. Desses, 240 fazem o técnico em contabilidade, tornando-o o curso mais procurado e com mais turmas. “É uma área que tem uma demanda muito grande por profissionais. A todo semestre, as turmas de contabilidade estão cheias”, garante a diretora Raquel Dimer da Rocha.

Dentro da instituição, assim como nas outras escolas técnicas, as mudanças no registro de profissionais é um tema discutido há muito tempo nos corredores e salas de aula. As dúvidas partem tanto dos próprios institutos quanto dos seus alunos. Para Raquel, não há motivo para grandes preocupações, pois a legislação do MEC não foi afetada e a demanda pelos técnicos deve se manter, garantindo assim a continuidade dos cursos. “A estrutura do técnico, do curso de nível médio, não muda. Ele seguirá existindo como está”, garante.

A professora do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Ufrgs, Ana Tércia Rodrigues, acredita que as escolas não têm muito o que fazer em relação às novas medidas, mas que precisam, sim, se preparar para uma diminuição na procura. “Provavelmente, muitas pessoas deixarão de procurar o Ensino Técnico por não haver mais a possibilidade de efetuar o registro junto ao conselho”, prevê. “Ainda existe uma incógnita de como irá se comportar esse mercado dos cursos técnicos. Já se tem notícias de escolas fechando ou não oferecendo mais o curso técnico, mas acredito que isso seja uma medida precipitada, já que o mercado deve continuar absorvendo esses novos técnicos em contabilidade.”

Na análise da vice-presidente de registro do CRCRS, Marlene Chassot, a falta de registro deve desmotivar os profissionais. “O técnico com registro procura ter educação continuada. Sem o incentivo do registro, ou as pessoas vão procurar uma faculdade ou vão deixar de fazer o técnico e optar por outra área”, diz. No entanto, mesmo no nível superior ainda existe uma defasagem entre o conhecimento que os profissionais obtêm e o que o mercado exige na atividade prática, alerta Ana Tércia. “Mas o profissional com ensino de nível superior tem muito mais condição de se inserir no mercado do que um com pouco tempo de formação, o que é a realidade hoje dos cursos de nível técnico”.

Para avaliar os alunos formados tanto nos cursos de nível superior quanto no técnico, a Lei 12.249/10 também definiu a volta do Exame de Suficiência. A existência da prova de qualificação é mais um ponto utilizado pelos defensores do Ensino Técnico, já que ele garantiria o bom nível tanto dos formados em faculdades quanto em escolas técnicas. “Por se saber que as formações não são das melhores, se criou esse filtro. O profissional que não tenha qualificação não vai conseguir passar. Por que não continuar assim?”, questiona o técnico em contabilidade Daniel de Souza. A professora Ana Tércia contesta: “O Exame de Suficiência ainda é uma prova teórica, na qual muito pouco de conhecimento prático pode ser explorado. Ele não dá totais garantias de que o profissional, sendo aprovado no exame, teria plenas condições de se inserir no mercado de trabalho”. Reflexo disso, garante a professora, é a necessidade dos profissionais se especializarem, buscando treinamentos específicos, já que a contabilidade abrange diferentes segmentos como auditoria, perícia e consultoria.

Texto confeccionado por:  Ariel Engster

Fonte: Site Contábil

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Desabafar chorando é bom... Refletir sobre tudo é melhor, mas a superação tem que imperar.

       

Venho através desta, explicitar o relato do caso do meu filho Altemir Júnior, que foi postado nas redes sociais. Primeiramente, em momento algum julguei a competência profissional dos Doutores Maximo Vegas Zapata e Jasone Ferreira da Silva e demais profissionais da saúde. Meu questionamento é quanto a DECISÃO de não ter encaminhado meu filho para Rio Branco em tempo hábil de evitar a infecção, mesmo sabendo que no Hospital Sansão Gomes não havia medicamento, para combater a mesma. Motivo pela qual meu filho quase perdeu o pé esquerdo, deixando graves sequelas.

Conforme foi relatado na postagem anterior:

O acidente ocorreu no domingo dia 02/03/2014, por volta das 05:30 horas (cinco horas e trinta minutos). Vendo a grave situação que se encontrava o pé do meu filho, perguntamos ao Doutor Jasone se havia necessidade de leva-lo para Rio Branco, onde se tem mais recursos. A resposta foi negativa, dizendo que não era necessário, pois todos os procedimentos a serem feitos, já tinham sido feito. Assim, fiquei “mais tranqüilo”, achando que meu filho estava recebendo toda medicação devida para evitar a infecção. Pois no caso de Fratura exposta, o risco de infecção ocorre após 10 horas do acidente, conforme informações abaixo.


FRATURA EXPOSTA: Definição: Segundo o Dr. Michael W. Chapman, uma fratura exposta é aquela na qual uma ruptura na pele e tecidos moles subjacentes se comunica diretamente com a fratura e seu hematoma.

Qual a importância do tempo no atendimento ao fraturado? 

O tempo livre de FRIEDERICH
O tempo livre de Friederich é o tempo de duração do ciclo do germe, que é de aproximadamente 10 horas, após o que a ferida é considerada infectada, por haver a multiplicação bacteriana (caso for atendida após 10 horas do acidente).

Portanto, até 10 horas do acidente uma ferida é considerada contaminada - após 10 horas sem tratamento, podemos considerá-la como sendo infectada.

 Até 10 h após o ferimento é o tempo máximo dentro do qual pode-se fechar, em princípio, um ferimento aberto. É importante lembrar, no entanto, que a percentagem de infecções é 10 a 20 vezes superior à de outras fraturas fechadas.

AS infecções são, portanto uma complicação da fraturas expostas, e os germes causadores mais comuns destas infecções ósseas são:

·         Os Streptococos
·         Os Stafilococos

ANTIBIOTICOTERAPIA

Os antibióticos para as fraturas expostas não devem ser considerados profiláticos, mas sim terapêuticos, uma vez que estas feridas estão contaminadas por bactérias. O papel dos antibióticos é destruir os organismos residuais ou inibindo seu crescimento até o momento em que os mecanismos de proteção do hospedeiro tenham condições de eliminá-los.

BIBLIOGRAFIA

 1. ROCKWOOD JR, Charles, A. Fraturas em adultos. Editora Manole: São Paulo, 1995.  2 RITTMANN, Willy-Werner MATTER , Peter. A Fratura Exposta. Ed. Manole Ltda: São Paulo, 1978. 3. BURRI, C. Cirurgia do trauma . EPU: São Paulo , 1978.  4. OTTOLENGHI, Carlos E. Fraturas Expostas. Ed. Universitário de Buenos Aires: Buenos Aires, 1978.  5. HOWARD, S. An. Manual do Residente em Ortopedia. Editora Revinter ltda: Rio de Janeiro, 1995. 6. BROWN, David E. e cols. Segredos em Ortopedia. Artes Médicas: Pôrto Alegre, 1996.  7. SKINNER, David e cols.ABC of major Trauma. BMJ: London, 1996.  8. Browner, Jupiter, Levine e Trafton. Traumatismos do sistema musculoesquelético, 2ª ed. São Paulo, 2000. 9. T.P.Ruedi, W.M.Murphy. Princípios AO do Tratamento de Fraturas. Artmed. 10. C. A. J. Pacolla. Fraturas expostas Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. São Paulo, 2001.


Na Segunda-Feira dia 03/03/2014, logo após fazer o curativo por volta de 08:00 (oito) horas da manhã, percebemos que estava necrosando. Perguntamos dessa vez, para Dr. Maximo, - não é melhor encaminhar para Rio Branco? Novamente a resposta foi negativa, não é necessário esta tudo bem, tudo sob controle. Passam as horas e meu filho com muitas dores, e por volta de 20:00 (vinte) horas da noite. Os Doutores Maximo e Jasone, começam a retirar as partes necrosadas.
 Ao sair da sala, o Dr. Jasone diz:
 “O inesperado aconteceu, deu uma infecção e é uma das bactérias mais agressivas, aqui no hospital não tem medicamento e já liguei para Feijó lá também não”.

Somente após a confirmação da presença de uma bactéria bastante agressiva e o pé já exalando mau cheiro é prescrito pelos médicos o METRONIDAZOL, ficando sendo medicado basicamente de Diclofenaco e Dipirona durante 36 horas.

Conforme citado anteriormente, após 10 horas do acidente há risco de infecção, podendo ser evitado com o uso de antibióticos, que tem o papel de destruir os organismos residuais ou inibindo seu crescimento até o momento em que os mecanismos de proteção do hospedeiro tenham condições de eliminá-los


Prescrição Médica do HUERB - (04/03/2014)

Na terça-feira dia 04/03/2014, meu filho foi encaminhado para o HUERB (Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco) e lá chegou com infecção de 4º grau e com risco de amputação do pé esquerdo segundo Laudo Médico do HUERB e Laudo Médico do TFD/TK.
Laudo Médico do TFD de Tarauacá-Acre - (04/03/2014)
Laudo Médico do HUERB - (04/03/2014)

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco - HUERB, foi feito três cirurgias para evitar a perda do pé, depois de mais de 20 (vinte) dias hospitalizado viajou para Porto Velho - RO no dia 03/04/2014, para submeter a uma cirurgia para enxerto de pele na parte lesionada no dia 09/04/2014, resultando ainda na perda do calcâneo do pé esquerdo.

ENFIM, TUDO ISSO PODERIA TER SIDO EVITADO SIMPLESMENTE PELO USO DE MEDICAMENTOS QUE COMBATESSEM A INFECÇÃO EM TEMPO HÁBIL.

Aqui fica um desabafo de um pai e toda a família, que sofre vendo a vida e os sonhos de seu filho de 21 anos, que cursava o 3° período de Educação Física, ser adiados ou até mesmo interrompidos por conta deste lamentável fato.

Desabafar chorando é bom... 
Refletir sobre tudo é melhor, mas a superação tem que imperar.

Escrito por: Altemir Neri

Sonegação de impostos ultrapassa R$ 200 bilhões no Brasil em seis meses

Em menos de seis meses, o Brasil já deixou de arrecadar R$ 200 bilhões devido à sonegação de impostos. O placar da sonegação fiscal, o "Sonegômetro" alcançou a marca no último domingo.

Os dados fazem parte da campanha "Quanto custa o Brasil pra você?", realizada pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). De acordo com o levantamento, o valor é 25 vezes maior que o gasto na construção das arenas para a Copa do Mundo.

— Estamos sempre falando sobre a alta carga tributária, mas também precisamos discutir o efetivo combate à sonegação e um sistema de cobrança mais justo para com os que ganham menos  — afirma o presidente do Sinprofaz, Heráclio Camargo.

Camargo ressalta que os R$ 200 bilhões seriam suficientes para beneficiar mais de 2,7 milhões de pessoas com o Bolsa-Família ou com a construção de cinco milhões de casas populares.

O estudo encomendado pelos procuradores da Fazenda mostra que se não houvesse sonegação fiscal, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em 28,2% e ainda sim, manter o mesmo nível de arrecadação.

O monitoramento da sonegação, apelidado de "Sonegômetro", foi lançado em 2013 pelo sindicado e fechou o ano na marca de R$ 415 bilhões.

— Foi a forma que encontramos para mobilizar e esclarecer a sociedade sobre os impactos da sonegação fiscal no Brasil. O dinheiro que poderia ser investido na saúde ou na educação está indo pelo "ralo" porque a administração pública faz vista grossa para os grandes devedores e, com isso sacrifica cada vez mais os pobres e a classe média — ressalta Heráclio Camargo.

Fonte: Site Contábil

eSocial deverá reduzir concorrência desleal entre empresas

O eSocial deverá reduzir a concorrência desleal entre as empresas, uma vez que irá inibir formas de contratação ilegais como “pessoa jurídica” (PJ) ou CLT Flex. É o que afirma o gerente sênior executivo de legislação trabalhista e previdência social da EY do Brasil, Marcelo Godinho.

"Com a entrada em vigor do eSocial, que até 2015 deve englobar todas as empresas brasileiras, aquelas companhias que atuam com elevado grau de informalidade e, por conta disso, conseguem oferecer preços muito inferiores tanto de produtos quanto de serviços, precisarão se adequar às novas regras e as discrepâncias tendem a desaparecer", explica.

Segundo Godinho, o eSocial não cria nenhuma obrigação adicional para as empresas, mas vai concentrar em um único lugar informações antes dispersas como a GFIP (Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social), o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), a GPS (Guia da Previdência Social) e a DIRF (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte).

"Além disso, o governo passará a ter visibilidade total sobre a jornada de trabalho dos empregados, seus salários, férias, afastamentos e licenças, o que vai permitir uma fiscalização online das empresas sem precedentes na história do País. Essa nova realidade vai promover uma maior formalização do trabalho", afirma Godinho.

Outro efeito que a adoção do eSocial traz é o aumento da arrecadação pelo Governo - o que alguns analistas estimam ser cerca de 20 bilhões de reais a mais por ano, de acordo com Godinho.

Para o consultor da EY, as empresas que persistirem com práticas de contratação como a PJ ou CLT Flex estarão assumindo um risco elevado de autuação, uma vez que os órgãos de fiscalização do trabalho, da previdência e de tributos conseguirão visualizar facilmente os desvios.

Fonte: Site Contábil

domingo, 25 de maio de 2014

Suposta negligência médica no Hospital Dr. Sanção Gomes de Tarauacá Interrompe sonho de estudante de Educação Física.

Júnior BILL
No domingo dia 02/03/2014 por volta de 05h30min da manhã de domingo meu filho Altemir de Pinho Neri Júnior, estudante do 3º período de Educação Física – Uninorte ao desequilibra-se de uma motocicleta após desviar de alguns buracos na Estrada da Colonacre sentido a Trav. Hilton Catão Lessa, enganchou o pé na roda traseira causando uma lesão no pé e “calcanhar”. Após o fato, por cerca de 10 minutos foi socorrido pela SAMU e encaminhado ao Hospital Dr. Sansão Gomes de Tarauacá-Acre onde foi feito os primeiros procedimentos de limpeza sem anestesia e posteriormente foi feito Rio-X e constatado fratura de calcâneo.
Após os procedimentos cirúrgicos ainda no corredor do hospital, meu irmão Altemar perguntou para o Dr. Jasone:
- Dr. Jasone, o pai do Júnior tem Plano de saúde, num caso desse não será necessário levar para Rio Branco, se for o caso agente frete um avião.
Dr. Jasone Respondeu:
- Se vocês não estão confiando e se quiser levar, poder levar aqui ninguém segura paciente não.
Daí eu falei:
- Dr.
O Dr. Jasone não deixou nem eu concluir.
- Rapaz o que tinha que ser feito foi feito, chegando a Rio Branco eles não vão mexer, o que pode dar é uma infecção.
Depois disso, fiquei “mais tranqüilo”, achando que meu filho estava recebendo a medicação para evitar a infecção.
Na segunda-feira dia (03/03/2014) às 08h00min foi encaminhado para a sala de curativo onde após o Dr. Máximo Vegas Zapata abrir o curativo, minha esposa Márcia Neri percebeu que estava necrosando e perguntou para o médico:
- “Dr. Máximo, não será melhor encaminhar meu filho para Rio Branco?”.
Dr. Máximo respondeu:
- Não, não será necessário está tudo bem, está tudo sobre controle.
Por volta das 20h00min de segunda-feira (03/03/2014) meu filho já não estava aguentando de tantas dores no pé. Foi quando um guarda que estava de plantão chamou o Dr. Máximo e ao abrir, o curativo estava fétido, exalando mau cheiro aí o Dr. Máximo começou “cortar” a parte que estava necrosando sem anestesia e para completar ele chamou o Dr. Jasone Ferreira da Silva que não estava no hospital naquele momento e até ele chegar ficou aguardando e sentindo dores aponto de quase desmaiar. Quando o Dr. Jasone chegou, continuou o processo de retirada da parte necrosada chegando a retirar parte do tendão do pé esquerdo.
Enquanto isso, eu e minha esposa estávamos no corredor ouvindo os gritos do meu filho.
Ao sair da sala, o Dr. Jasone diz:
“O inesperado aconteceu, deu uma infecção e é uma das bactérias mais agressivas, aqui no hospital não o medicamento e já liguei para Feijó lá também não tem”.
Somente após a confirmação da presença de uma bactéria bastante agressiva e o pé já exalando mau cheiro é prescrito pelos médicos o METRONIDAZOL, ficando sendo medicado basicamente de Diclofenaco e Dipirona durante 36 horas.

Na terça-feira dia 04/03/2014 meu filho (Altemir Júnior) foi encaminhado para o HUERB (Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco) e lá chegou com infecção de 4º grau e com risco de amputação do pé esquerdo segundo Laudos Médicos do HUERB.
No HUERB de Rio Branco, foi feito três cirurgias para evitar a perda do pé. Depois de mais de 20 dias hospitalizado no HUERB viajou para Porto Velho - RO no dia 03/04/2014 para submeter a uma cirurgia para enxerto de pele na parte lesionada no dia 09/04.

Imagem do estado em que o pé do Júnior BILL 
chegou no HUERB.
 Imagens antes da Cirurgia de Enxerto em Porto Velho-RO
 Imagens Depois da Cirurgia de Enxerto em Porto Velho-RO
Hoje meu filho encontra-se em Tarauacá esperando o momento certo para começar as sessões de fisioterapia em Rio Branco-Acre.

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Clique AQUI para visualizar Laudos e Prescrições médicas.

Tarauacá-Acre – Acre, 25 de maio de 2014.

Escrito por : Altemir Neri

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dia de Jogo na Copa do Mundo de Futebol não é Feriado Nacional

Não há previsão na legislação federal considerando quaisquer dias de jogos da Copa do Mundo como feriado nacional. Para que ocorra tal evento (declaração dos dias de jogos como feriados), deverá haver lei municipal ou estadual que assim o considere.

A Lei n°12.663/2012 – Lei da Copa, em seu artigo 56 estabelece que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão decretar feriado ou ponto facultativo nos dias de jogos da seleção brasileira. Portanto, o empregador deverá consultar a legislação de seu estado ou município a fim de verificar se há norma legal declarando feriado em algum dos dias de jogos.
Os dias declarados Pontos Facultativos possuem regras diferenciadas apenas para os órgãos públicos. Para as empresas privadas os dias declarados como Pontos Facultativos são considerados como dias úteis, para efeito dos contratos de trabalho.

No município do Rio de Janeiro, por exemplo, foi decretado feriado, conforme veremos a seguir:

Data e Horário

Fundamentação Legal:

18.06.2014 – Feriado a partir das 12:00 horas

DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)

25.06.2014 – Feriado a partir das 12:00 horas

DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)

04.07.2014 – Feriado durante todo o dia

DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)

Como Agir nas Localidades em que não Houver Decreto de Feriado

Empresas que Paralisam suas Atividades Durante a Copa

A empresa que optar por paralisar as atividades durante um ou mais dias de jogos, deverá adotar um dos procedimentos abaixo:
a) dispensar os empregados do trabalho, sem prejuízo do salário ou compensação pelos dias não trabalhados; ou

b) dispensar os empregados do trabalho, mediante acordo por escrito que preveja a compensação dos dias não trabalhados em outros dias da semana. Para a compensação realizada dentro da mesma semana entendemos que o acordo poderá ser efetuado entre empregado e empregador, sem necessidade de intervenção do sindicato representativo da categoria.

Caso a compensação seja realizada em outra semana entendemos que deverá haver previsão em convenção, acordo coletivo de trabalho ou banco de horas.
Empresas que Não Paralisam suas Atividades

As empresas não estão obrigadas a dispensar os empregados nos dias de jogos. Portanto, os empregados que não comparecerem ao trabalho serão descontados em sua remuneração pelas faltas injustificadas, assim refletindo diretamente no repouso semanal remunerado e nas férias.

Fonte: Site Contábil

Quanto custa a perda de clientes?

Segundo pesquisas, uma empresa perde em média 20% de clientes por ano. Quando falo isso em palestras e treinamentos de vendas/atendimento, muitos gestores ficam assustados e perguntam: Quer dizer então que em cinco anos a empresa ficará sem clientes? Não é bem assim, pois em toda empresa existe o trabalho de prospecção e conquista de novos clientes, que é um negócio normal e correto.

Entretanto, o grande problema de muitas empresas está no trabalho focado mais na conquista do que na manutenção de clientes. Isso é uma incoerência, pois os clientes
novos de hoje serão os “quase-velhos” de amanhã que vão para os concorrentes. Qual é o custo disso?

Empresas que adotam essa política causam dois tipos de custos, altamente nocivos, aos seus clientes: 
1) o custo financeiro, por eles trocarem o seu dinheiro por problemas não resolvidos; e 2) o custo emocional, fazendo com que os relacionamentos entre clientes insatisfeitos e colaboradores da empresa sejam estremecidos, repletos de aborrecimentos e desgastantes, fatores geradores de estresse. Mas a vingança dos clientes ocorre através da propaganda negativa, que hoje é rápida e sem fronteiras, em virtude da facilidade de comunicação através da internet. Com isso, a reputação da empresa fica manchada rapidamente, impedindo a conquista de novos clientes.

Por outro lado, manter clientes satisfeitos e fieis tem um custo bem menor que o da conquista de novos clientes. E com relação à reconquista de clientes insatisfeitos, será que é fácil? Quanto custa isso? É fácil mudar uma imagem arranhada no mercado moderno?

Qual será o motivo de tanta insatisfação nessa relação entre clientes e empresa? É o mau atendimento? O que significa atendimento ruim? Muita gente pensa que é simplesmente a relação entre a linha de frente (vendedores e atendentes) e clientes. Na verdade não é apenas isso, pois o atendimento envolve não somente os

relacionamentos entre as pessoas, mas também todos os processos da empresa, de modo que os problemas dos clientes sejam solucionados com competência, profissionalismo e agilidade.

Vejamos alguns fatores causadores do mau atendimento aos clientes nas empresas:

>> Funcionários insatisfeitos e desmotivados, transferindo a insatisfação para os
clientes, criando transtorno e aborrecimentos.

>> Funcionários sem qualificação em virtude de a empresa achar que investir em
capacitação é custo.

>> Falta de controle e interligação nos processos da empresa, dificultando o fluxo
normal dos serviços.

>> Falta de interesse nos problemas dos clientes, os quais não são ouvidos com
atenção e, consequentemente, suas necessidades não são atendidas.

>> Redução de custos sem planejamento, sobrecarregando e estressando funcionários,
afetando a qualidade dos serviços e atendimento.

>> Política de atendimento inflexível, querendo que os clientes se adaptem à
empresa num mercado altamente competitivo.

>> Colaboradores robotizados em face da falta de autonomia para resolver problemas
dos clientes, mesmo os de baixa complexidade, burocratizando a empresa. 
>> Não existência de ações de endomarketing, tendo como prioridade apenas os
objetivos da empresa, ficando os dos colaboradores relegados a planos
inferiores.

>> Falta de honestidade e comprometimento da empresa, vendendo produtos e serviços
de qualidade duvidosa, bem como fazendo promessas que não são cumpridas.

Texto confeccionado por:  Antonio Braga

Fonte: Site Contábil