sexta-feira, 14 de maio de 2010

Poesias de Carlos Robert Keis - "Ô CHEFE 45..."

Quando eu era criança
Via os homens como gigantes.
Tive pressa em crescer,
Adulto sou.
Percebo tristemente,
somente agora,
Tardiamente,
o quanto estou menor.

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Querida!
Venho de um tempo distante.
De terras distantes, onde meus pés,
deixaram pegadas pequenas,
em margens de rios
Existem árvores, que se ressentem
por não ter meu corpo entre seus falhos,
comendo com deleite frutos puros e inocentes
Como o eu de então, venho de um dia,
de primeiro beijo,
de minha primeira calça comprida,
de minha iniciação,
da incompreensão humana
E segui; partindo pra outras terras,
e deixei meu rio de Raul Soares (Rio Matipó).
Sombreado por minhas árvores,
e pelo parto de minha infância.
Levei apenas, meu cigarro, uma esperança e
minhas calças; que não acompanharam
o crescimento de minhas alegrias e dores.
E desde então compreendi,
que as coisas materiais não são fiéis.
E continuei indo, crescendo,
Trocando de calças, de companhias;
trocando meus sonhos, meus anseios,
minhas alegrias e choros, e me pergunto:
Por que não?!
Era preciso! Foi-me preciso!
Fez-se necessário! Mas até quando?
Eu me pergunto!
Agora que já nos encontramos!
Você quando me encontrou!
Lembra-se?
Eu lhe falei da batalha recente
da qual tinha me saído perdedor;
Não era preciso dizer-lhe
Pois meu corpo,
visto através de meus olhos
assim evidenciava.
Sabe camponesa!
Se queres minha morte,
não é preciso fazer tudo,
basta apenas nada fazer!

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O destino do homem,
É sempre amar uma mulher
Na minha meninice, houve:
A Dinorá, teve a Dodora e Glória a professora
Aos Doze anos amei Sônia, por quem senti desejo
E bem me lembro, ganhei meu primeiro beijo
Um beijo meio sem jeito,
Não foi, um daqueles beijos ardentes,
Foi dado com muita audácia e também
Com muitos dentes.
Depois...
Bom! Depois é falta de ética.

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